Julio Cerqueira Cesar Neto

As tristezas dos verões



Editorial Jornal O Estado de 10/01/2014

 



Escrito por julioccesar às 11h39
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2 alertas às medidas antienchentes de Haddad

Entrevista concedida ao site viomundo em 03/01/2013

Após reunir-se com um grupo de secretários e assessores, o novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem, seu primeiro dia de trabalho, 16 medidas emergenciais para combater as enchentes na capital. O repórter Evandro Spinelli, da Folha de S. Paulo, listou-as:

1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas sub-bacias de maior risco.

2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de hidrojatos no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.

3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.

4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET.

5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos.

6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho.

7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore.

8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada.

9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências.

10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil.

11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento.

12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT, por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil.

13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana.

14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco).

15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto.

16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes.

“Agora, em plena época de chuvas, a prevenção dos efeitos das enchentes é o que pode ser feito”, aprova o engenheiro Julio Cerqueira Cesar Neto, ex- professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP. “É tentar proteger principalmente as pessoas que moram em áreas de risco.”

Atualmente, basta uma chuvinha para ocorrerem enchentes na cidade.

“A ‘máfia dos piscinões’ vendeu a ideia de que só eles resolvem o problema das enchentes. Em consequência, a Prefeitura e o governo do Estado de São Paulo investiram apenas neles, abandonando as obras de ampliação do sistema de galerias”, afirma o professor. “Como não investiram nada no sistema no sistema de drenagem e os piscinões não funcionaram, a situação é dramática, cada vez pior.”

“Espero que o Haddad mexa para valer na drenagem, como já mencionou de passagem numa entrevista que li”, alerta Julio Cerqueira Cesar. “Se insistir nos ‘piscinões’, vai ser derrotado. Piscinões, não, prefeito! Fique longe deles”



Escrito por julioccesar às 08h33
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Em 11/12/2012 o Governador Alckmin nos informa que as marginais do Tietê devem ser inundadas neste verão que ora se inicia. Informa também que para protegê-las seria necessária a construção de 4 polders: na ponte do Limão, Vila Maria, Vila Guilherme e Aricanduva e mais um dique ao longo da margem do rio. Informa afinal que tendo em vista o adiantado da hora – 11/12/2012 será construído apenas um deles.

Conclusão: as marginais deverão ser inundadas neste verão.
Ainda bem que o Governador nos informou a tempo



Escrito por julioccesar às 10h50
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Arsenal antienchentes do Kassab

O nosso Prefeito já vem zombando da gente não é de hoje, quando afirma sempre que solicitado que: “a cidade está preparada para as enchentes”.Entretanto agora com o “Arsenal Antienchente” ele passou dos limites. Perdeu todo o respeito que eventualmente ainda tinha para com a população da nossa cidade.
Se ele realmente acredita na eficácia desse Arsenal então a situação é mais grave. Deve-se pensar em impeachment.



Escrito por julioccesar às 12h34
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Enchentes em Atibaia



Escrito por julioccesar às 23h21
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Prefeitura afirma que cancelamento de licitações dos piscinões não vai ter prejuízo aos cofres públicos

http://www2.boxnet.com.br/pmsp/Visualizacao/RadioTv.aspx?IdClipping=16262022&IdEmpresaMesa=&TipoClipping=A



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Escrito por julioccesar às 09h30
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Revista O Empreiteiro - Edição 481 - De novo, as enchentes...Socorro!

http://www.revistaoempreiteiro.com.br/index.php?page=materia.php&id=1575#



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Escrito por julioccesar às 15h14
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Escrito por julioccesar às 00h02
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Escrito por julioccesar às 16h31
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Escrito por julioccesar às 08h52
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SABESP inunda Frando da Rocha e Rio Jaguari - 01/02/2011

Nos últimos 15 dias tomei conhecimento pela imprensa e e-mails de amigos dos 3 fatos seguintes:

  • A SABESP descarregou 80 m³/s pelas comportas da barragem Paiva Castro e provocou a maior inundação já ocorrida em Franco da Rocha. Essa informação foi confirmada pela SABESP que alegou se tratar de uma “decisão técnica”, num primeiro momento apoiada pelo Governador.  

Considero o seguinte:

O reservatório Paiva Castro é formado pelo Rio Juquerí cuja vazão média é de 2 m³/s. Ele recebe dos outros 3 reservatórios do Sistema Cantareira a vazão média de 31 m³/s, junta aos seus 2 m³/s e encaminha para a elevatória de Santa Inês para o abastecimento da RMSP. Se trata de operação de rotina da SABESP que já acontece há 30 anos.

As precipitações intensas dessa época do ano nessa região apresentam dados de mais de 40 anos. Não foi observada nenhuma precipitação catastrófica nos últimos anos.

Não consigo entender a descarga de 80 m³/s a não ser mais uma enorme irresponsabilidade da SABESP. Nem sei onde foram encontrar os 80 m³/s para descarregar.

  • O reservatório Jaguari na semana passada apresentava níveis referentes a 102% da sua capacidade total e começou a descarregar (?) vazões para jusante inundando populações ribeirinhas.

Considero o seguinte:

Esses reservatórios tem obrigação de atender a 2 objetivos: abastecimento de água e controle de enchentes a jusante da barragem: os objetivos são conflitantes porque o controle de cheias exige a manutenção nessa época do ano de um volume vazio para amortecer eventuais ondas de cheias; para o abastecimento de água quanto mais cheio melhor.

Nessas condições o nível de 102% nessa época do ano se constitui numa tremenda irresponsabilidade da SABESP.

No ano passado aconteceu o mesmo e a SABESP quando questionada informou que o compromisso dela era com o abastecimento de água, ou seja, a operadora do maior sistema de produção de água da América Latina é completamente irresponsável! Mas o pior é que ninguém se importa com isso nem a sociedade nem o Governo do Estado.

Obs.Final: A SABESP só faz o que quer e só informa o que lhe convém. Não possui nenhuma credibilidade.

  • Da Assessoria de Imprensa da SABESP para a imprensa: “Encontro da Diretoria da SABESP com defesas civis.”  

Participaram a Presidente, o Diretor Metropolitano e o Superintendente de Produção.

Informações e Conclusões:

  1. O objetivo: tirar dúvidas sobre a operação dos reservatórios.
  2. Conclusão: represas minimizaram impactos das enchentes.
  3. O Diretor Metropolitano disse que é importante a liberação de água dos reservatórios quando o nível máximo operacional é atingido para impedir o rompimento da barragem.

A SABESP começou a abrir as comportas de Paiva Castro às 10:30 hs de 11/01 porque em apenas 2 horas a chuva aumentou a vazão de 15 para 140 m³/s e o volume armazenado saltou de 46 para 97%. No reservatório Jaguari as comportas foram abertas com 102%.

Considero o seguinte mantendo os itens:

  1. Pela leitura do documento elaborado para a imprensa fica evidente a preocupação da SABESP de obter um atestado de inocência usando os membros das defesas civis.
  2. A conclusão do encontro de que as represas minimizaram os impactos das enchentes evidencia uma manobra diversionista no sentido de exaltar a importância da existência de represa (o que é obvio ululante) quando o problema em dúvida se localiza na operação da mesma.
  3. O Diretor Metropolitano considera como nível máximo operacional de Paiva Castro, 97% e Jaguari 102%. E o volume de espera (vazio) que deve ser observado para o amortecimento do pico de cheia? Para ele não existe o que vem comprovar mais uma vez que a SABESP opera seus reservatórios para atender apenas ao abastecimento de água ignorando o controle de inundações como ele mesmo já havia afirmado no ano passado: o nosso compromisso é com o abastecimento de água. Nessas condições não há dúvida sobre a responsabilidade da SABESP com a inundação de Franco da Rocha e a jusante do Jaguari.


Escrito por julioccesar às 16h38
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Comentário sobre: Jornal O Estado de São Paulo - 02/03/2011

Li, estupefato e com atraso de um dia, a notícia sobre a construção de muros ao longo das Marginais de São Paulo pelo governo do Estado (Cidades, C1, 05/03)
Estupefato, pois julgo que os idealizadores do projeto se esqueceram da Lei dos Vazos Comunicantes. Ao bombearem as águas sobre as Marginais para o Tietê, o nível do mesmo deverá se elevar, afogando mais ainda as fozes dos córregos que nele desaguam (Tamanduateí, Aricanduva, Pirajuçara, etc.). Portanto, o sistema proposto vai piorar ainda mais o drama da população que ali reside, e sofre.
Estupefato, pois as obras contemplam também a instalação de dois reservatórios com capacidade de 1 milhão de metros cúbicos.  Esse volume é totalmente inócuo. Basta uma chuva de 10mm sobre uma área de 10km x 10km (100km2) para se atingir esse volume.  Sabemos que essa não é a realidade paulistana. É muito pior.  Chuvas de 70mm já ocorreram muitas vezes sobre São Paulo, cuja área urbana é muito maior.  O que farão os moradores??
Insisto que a solução por mim já apontada antes neste mesmo ESTADO coincide com o diagnóstico do Prof. Dr. Julio Cerqueira Cesar Neto, professor de engenharia hidráulica, ou seja, drenar as águas pluviais de Região Metropolitana para o estuário de Santos, seja por túnel (como propõe o emérito professor), ou por sifonamento, conforme minha proposta. O resto é mero paliativo (ou engodo).
Com a palavra o Dr. Geraldo Alckmin.
 
Geert J. Prange
Engenheiro Naval (EPUSP-1965)
Paranaguá-PR
CREA-20.240/D-SP
RNE:  W-009950-I
(41) 9630-1122


Escrito por julioccesar às 22h13
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Jornal Folha de São Paulo - 05/03/2011



Escrito por julioccesar às 12h02
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Jornal O Estado de São Paulo - 02/03/2011



Escrito por julioccesar às 11h54
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ENCHENTES NA RMSP – VERSÃO 2011

Considerando que ainda se verifica um alto grau de desinformação sobre as inundações que tem ocorrido na RMSP entendí oportuno apresentar a você alguns elementos básicos para facilitar a compreensão do que vem ocorrendo e da situação em que a região se encontra.

     1. Pricipitações (chuvas)

O atual período chuvoso (2010/2011) assim como o do ano passado (2009/2010) apresentaram chuvas intensas normais para o período embora com maior freqüência do que o normal: assim sendo o sistema de drenagem existente deveria ter absorvido os escoamentos superficiais decorrentes sem promover inundações. Como os alagamentos aconteceram foi porque o sistema de drenagem não tem capacidade para absorver esses eventos normais.

     2. O porque dessa insuficiência de capacidade 

Porque o Governo do Estado em 1998, no bojo do Plano Diretor de Macrodrenagem e no limiar do início das obras da 2ª fase da Ampliação e Aprofundamento da Calha do rio Tietê, embora ciente de que as vazões previstas nesse projeto já estavam superadas em 25% decidiu manter o projeto e executar a 2ª fase da calha com as dimensões previstas, desconsiderando liminarmente outras alternativas e resolver o problema com a construção de 134 piscinões. A partir daí foram proibidas quaisquer outras intervenções no sistema que não fossem piscinões.

Passaram-se 13 anos, foram construídos apenas 44 piscinões e já existe consenso de que não existe espaço para a construção dos outros 90. A ampliação da Calha também foi construída. Hoje as vazões de suporte já estão superadas em 53% com o agravante de que após a sua inauguração em 2005 não foi praticamente desassoreada o que eleva essa defasagem para 133%. Hoje a vazão de projeto no Cebolão para T = 100 anos é de 1.750 m³/s e a capacidade da Calha assoreada é de 700 m³/s.

Ainda como conseqüência da histórica decisão de 1998 o Tamanduateí, cujo canal construído ao longo da Av. do Estado tem capacidade para 487 m³/s, deveria suportar hoje na foz do Tietê 878 m³/s. Incluindo um pouco de “humor negro” pode-se imaginar que se o Tamanduateí conseguir transportar os seus 878 m³/s o que seria da Calha do Tietê!

Para fechar esse quadro lembro que há 90 anos todos os estudos feitos destacaram a fundamental importância da preservação da parte da bacia a montante da barragem da Penha, porque se isso não acontecer as vazões da Calha do Tietê no Cebolão poderão atingir 2.400 m³/s. O que ainda estamos assistindo é que a urbanização dessa área continua a ocorrer de forma totalmente desordenada como aconteceu com o resto da região.

Face a essa situação seria de se voltar a perguntar: quais os planos e providências em curso para tentar reverter o quadro? Infelizmente está valenco ainda a decisão de 1998 que hoje prevê a construção dos restantes 90 piscinões que já se sabe não serão construídos por falta de espaço além de outros inconvenientes, ou seja:
não existem planos e providências em curso.

Em tempo: Tudo o que se pretenda fazer nesse sentido passa por intervenções de grande porte e complexidade construtiva. Não existem paliativos.



Escrito por julioccesar às 23h35
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